quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Educação & Comunicação - Livros bacanas!!

Se você se interessa por assuntos como 'mídias sociais' e 'consumidores do futuro', ou de maneira mais ampla, por 'educação e comunicação', conheça algumas referências bacanas para se aprofundar mais nestes conteúdos e possíveis relações.


Mídia-Educação de Mônica Fantin (2006)

Neste livro, a pesquisadora e professora Mônica Fantin (UFSC) defende a importância da relação entre educação e comunicação, e apresenta a mídia-educação como um campo, disciplina e prática social, além de discutir a formação do profissional do mídia-educador. Para ela, trabalhar com o cinema em sala de aula se apresenta como uma excelente alternativa de educação com, sobre e através dos meios.

Ela é uma, entre diversos pesquisadores no Brasil e no Mundo, refletindo sobre a Era Digital e os caminhos para a Educação neste processo de transição que vivenciamos nos últimos 30 anos.

Diário de Classe - a verdade de Isadora Faber (2014)

Neste livro, a adolescente de 15 anos Isadora conta como teve a ideia de criar a fanpage Diário de Classe para reivindicar melhorias na escola pública aonde estudava (Florianópolis - SC) e como sua ação repercutiu no Brasil e no mundo, tornando-a um importante ícone desta nova era e consagrando-a como uma web-ativista da Educação. 

Cibercultura de Pierre Levy (1999)

Aqui, Levy traz reflexões sobre a Era Digital e compara o contexto atual com a fábula de Noé da Bíblia. O dilúvio são as informações que nos cercam, e o questionamento é do que salvar na arca, e que irá sobreviver a este dilúvio. Dilema para a humanidade e dilema para cada um de nós.

Levy diz que para entendermos as novas relações com o saber é preciso estar atento às rápidas mutações que estão acontecendo. Ele diz que é a primeira vez na história da humanidade que as competências que uma pessoa adquire na sua formação profissional estarão obsoletas no final de sua carreira. “Trabalhar quer dizer, cada vez mais, aprender, transmitir saberes e produzir conhecimentos.”

Crescer na era das mídias eletrônicas de David Buckingham (2007)

Neste livro, Buckingham nos fala sobre as transformações atuais nas concepções de infância diante do surgimento das mídias eletrônicas. Eles apresenta duas linhas de pensamento essencialistas e opostas, sintetizadas pela ‘morte da infância’, visão que considera as mídias culpadas pelo fácil e desenfreado acesso à informação e conhecimento, nem sempre ‘adequados’ aos que ainda 'não pertencem' à vida adulta (crianças e jovens); e a visão otimista da relação das crianças em sua ‘geração eletrônica’, agora ativas e produtoras de cultura, através das mídias.

Para ele, é um processo irreversível, porém a grande preocupação não deveria ser com o conteúdo (controle e regulação), mas com a participação e preparação das crianças neste processo.

Cultura da convergência de Henry Jenkins (2009)

Este livro se divide em 6 capítulos com uma rica introdução, posfácio e glossário. É completamente atual, e é uma referência para diversos segmentos do mercado e da pesquisa acadêmica. O autor estabelece relações entre conceitos contemporâneos com produtos culturais de mercado super conhecidos, como a franquia Matrix, Harry Potter, realitys shows Survivor e American Idol, além de falar do Photoshop e youtube, entre outros exemplos em textos extras.

O livro fala sobre o estado atual das mídias no mundo hoje. Mudanças ocorreram e continuam ocorrendo constantemente. É preciso compreender uma nova língua sobre este assunto. O autor tem o objetivo de “ajudar pessoas comuns a entender como a convergência vem impactando as mídias que elas consomem, e ao mesmo tempo, ajudar líderes da indústria e legisladores a entender a perspectiva do consumidor a respeito dessas transformações.” Ele pretende “descrever algumas das formas pelas quais o pensamento convergente está remodelando a cultura popular americana, e em particular, como está impactando a relação entre públicos, produtores e conteúdos de mídia” 

“As velhas mídias não morreram. Nossa relação com elas é que morreu. Estamos numa época de grandes transformações, e todos nós temos três opções: temê-las, ignorá-las ou aceitá-las.”  

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